A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) encaminhou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) um pedido de autorização para realização de um novo concurso público com 301 vagas efetivas.
A proposta contempla exclusivamente cargos de nível superior e faz parte de uma estratégia de recomposição gradual do quadro de servidores da área de Inteligência do Governo Federal.
Pedido já está em análise pelo Governo Federal
A solicitação foi protocolada junto ao Ministério da Gestão e começou a tramitar internamente no início de junho.
Agora, caberá ao Governo Federal avaliar a viabilidade da autorização e decidir se as vagas poderão ser incluídas nos próximos planejamentos orçamentários da União.
O prazo para envio de solicitações de novos concursos pelos órgãos federais foi encerrado em 31 de maio de 2026.
Vagas solicitadas
De acordo com a proposta encaminhada pela agência, as oportunidades estão distribuídas entre dois cargos de nível superior:
- Oficial de Inteligência: 205 vagas;
- Oficial Técnico de Inteligência: 96 vagas.
Ao todo, a ABIN pretende preencher 301 cargos efetivos.
ABIN deixa de solicitar cargos de nível médio
Um dos principais pontos do novo pedido é a ausência de vagas para cargos de nível médio.
Segundo a agência, a estratégia foi reformulada para priorizar funções consideradas essenciais para as atividades finalísticas da Inteligência de Estado.
A justificativa apresentada destaca a necessidade crescente de profissionais altamente especializados para atuação em áreas estratégicas.
Áreas consideradas prioritárias
A ABIN informou que a recomposição do quadro busca fortalecer setores ligados a temas sensíveis para a segurança nacional.
Entre as áreas prioritárias estão:
- Criptografia de Estado;
- Geointeligência;
- Segurança da Democracia;
- Migrações;
- Enfrentamento ao Extremismo.
Segundo a agência, a complexidade dessas atividades exige profissionais com formação superior e conhecimentos especializados.
Déficit de servidores preocupa a agência
Os estudos de dimensionamento da força de trabalho realizados pela própria ABIN apontaram inicialmente um déficit de 958 servidores.
Após a consideração de fatores como:
- aposentadorias previstas;
- projeções de evasão;
- utilização de carreiras transversais;
- terceirização de serviços especializados;
- contratação de apoio administrativo;
a necessidade foi recalculada para 903 servidores.
Estratégia prevê concursos periódicos
A proposta apresentada pela agência não prevê a recomposição total do quadro em uma única seleção.
O planejamento institucional estabelece a realização de concursos a cada dois anos, permitindo recompor gradualmente a força de trabalho ao longo dos próximos seis anos.
O pedido atual representa a primeira etapa desse processo, com a solicitação de 301 vagas.
Como foi o último concurso da ABIN
O último concurso público da Agência Brasileira de Inteligência ocorreu em 2018.
A seleção foi organizada pelo Cebraspe e ofertou 300 vagas para cargos de níveis médio e superior.
A distribuição foi a seguinte:
- Oficial de Inteligência: 220 vagas;
- Oficial Técnico de Inteligência: 60 vagas;
- Agente de Inteligência: 20 vagas.
Etapas da seleção anterior
Os candidatos passaram por provas objetivas e demais etapas previstas para as carreiras da área de Inteligência.
Entre as disciplinas cobradas estavam:
- Língua Portuguesa;
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo;
- Atividades de Inteligência;
- Legislação Correlata;
- Língua Inglesa ou Espanhola;
- Raciocínio Lógico;
- Conhecimentos Específicos.
Situação atual
A validade do último concurso expirou em agosto de 2024.
Desde então, a ABIN depende da autorização de um novo edital para realizar novas contratações efetivas.
Com o pedido já protocolado no Ministério da Gestão, a expectativa agora é pela análise do Governo Federal e pela eventual autorização para abertura do novo concurso nos próximos anos.
